Medidas cautelares atingem Algar, TIM, Itelco e Surf por chamadas com origem mascarada.
A Anatel publicou seis medidas cautelares contra Algar, TIM, Itelco e Surf para conter chamadas de origem fraudulenta. A prática investigada é o spoofing, quando a ligação chega com uma origem diferente da real. A agência determinou bloqueios, rastreamento de rotas e relatórios em prazos que variam de cinco a 30 dias.
A Anatel informou a emissão de seis medidas cautelares para enfrentar chamadas de origem fraudulenta. Algar, TIM, Itelco e Surf foram notificadas, seja por prática considerada ilegal, seja por transportar grande volume de ligações suspeitas. A agência cobrou providências para rastrear a origem do encaminhamento ou, se não houver solução, descontinuar a atividade.
No caso da Algar, a Anatel identificou o encaminhamento de milhões de chamadas vindas da Voros. Datora e Foco também aparecem entre as empresas envolvidas em atos tratados como ilegais pela agência. A decisão determina o bloqueio cautelar da capacidade de originação de chamadas da Voros nas redes das demais operadoras, com prazo de cinco dias para que isso seja aplicado.
O centro do problema é o spoofing. Em linguagem direta, a ligação chega com a origem alterada, como se viesse de outro número, de outra empresa ou de outra rota de rede. Esse mascaramento atrapalha o rastreamento e, do lado de quem recebe, cria uma falsa sensação de que o contato é legítimo.
A Anatel citou dezenas de milhões de chamadas de spoofing registradas pela Algar e exigiu que a operadora identifique a origem e os encaminhamentos dessas ligações. O relatório precisa ser apresentado em até 30 dias. Se o prazo não for cumprido, as rotas e interconexões usadas na prática poderão ser bloqueadas.
Para quem recebe a chamada, tudo parece normal até o pedido começar a soar estranho. Vale desconfiar quando:
Na frente da TIM, a Anatel determinou o bloqueio por um mês da capacidade da ELO Contact Center Serviços de originar chamadas na rede da operadora. A liberação só vem depois da comprovação de ações contra a prática apontada. A empresa estrangeira US Matrix também é mencionada no contexto investigado.
Se a ligação levantar suspeita, desligue e procure o canal oficial da empresa por conta própria. Não use links, números ou instruções passados durante a própria chamada, porque é exatamente aí que o golpe se fecha. Empresas precisam revisar o atendimento telefônico para que nenhum cliente seja treinado a confiar apenas no identificador de chamada.
Equipes de suporte, financeiro e atendimento devem ter uma regra clara: solicitação crítica não se valida por telefone. Em ambiente corporativo, acessos sensíveis pedem autenticação forte, registro de quem aprovou a ação e confirmação por um canal independente. Esse conjunto reduz o estrago mesmo quando a engenharia social é convincente.
A agência determinou bloqueios cautelares, rastreamento da origem das chamadas e entrega de relatórios. Em parte dos casos, manter as rotas ativas depende de comprovar medidas contra a fraude.
Algar, TIM, Itelco e Surf aparecem como notificadas. Voros, Datora, Foco, ELO Contact Center Serviços e US Matrix são citadas no contexto das ligações investigadas.
É a alteração da origem da ligação. O número exibido pode não ter relação com quem realmente iniciou o contato, o que facilita golpes e dificulta o rastreamento pelas operadoras.
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