Falha já explorada permitia execução remota de código, mas foi mitigada pela Microsoft.
A Microsoft comunicou uma falha de gravidade máxima no Microsoft Entra ID, serviço que antes se chamava Azure AD. A vulnerabilidade, registrada como CVE-2026-69836, recebeu nota CVSS 10.0 e chegou a ser explorada. Segundo a empresa, a correção já foi aplicada no próprio serviço e nenhuma ação é exigida dos clientes.
A Microsoft alertou sobre uma vulnerabilidade crítica no Microsoft Entra ID, o serviço em nuvem de identidade e controle de acesso que antes atendia pelo nome de Azure AD. A falha foi catalogada como CVE-2026-69836 e recebeu pontuação CVSS 10.0, o topo da escala de severidade. É o serviço que autentica logins corporativos e libera o acesso a aplicações como o Microsoft 365.
O detalhe mais delicado é que a brecha foi explorada no mundo real antes do comunicado. Mesmo assim, a Microsoft afirmou que o problema já foi totalmente mitigado do lado dela e que os clientes do serviço não precisam executar nenhuma ação específica.
Em termos simples, a vulnerabilidade estava no tratamento inseguro de dados recebidos pelo serviço. Quando um sistema transforma conteúdo enviado por terceiros em objetos ativos sem validação adequada, sobra espaço para um invasor induzir a execução de algo que jamais deveria rodar ali.
No caso do Microsoft Entra ID, a Microsoft descreveu o impacto como execução remota de código pela rede. Traduzindo: um atacante sem autorização poderia fazer código rodar remotamente no serviço afetado, sem depender de credencial válida.
Até o momento descrito pela fonte, a Microsoft não divulgou como a exploração aconteceu, quando começou, se seguia ativa ou quais indicadores técnicos poderiam apoiar a detecção. Essa lacuna limita o trabalho de caça a ameaças dentro dos ambientes.
Diante disso, os pontos mais úteis para as equipes de segurança acompanharem são:
A orientação central da Microsoft é direta: não há ação exigida dos usuários nesta vulnerabilidade, porque a mitigação foi aplicada no próprio serviço. Esse modelo é comum em plataformas em nuvem, nas quais o fornecedor corrige componentes centrais sem depender de instalação manual por parte do cliente.
Ainda assim, o episódio serve de gatilho para revisar o básico: acompanhar avisos oficiais, auditar acessos privilegiados e manter um processo de resposta pronto para incidentes de identidade. Quando o serviço que autentica todo mundo falha, o tempo de reação da equipe importa mais do que qualquer configuração local.
A vulnerabilidade atingiu o Microsoft Entra ID, serviço de identidade e acesso em nuvem da Microsoft. A fonte não informa quantos clientes foram impactados.
Segundo a Microsoft, não. A empresa afirmou que a falha já foi totalmente mitigada e que os usuários do serviço não precisam tomar nenhuma providência.
Não. Não foram divulgados o método de exploração, o início dos ataques, a continuidade da atividade nem indicadores técnicos específicos.
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Fontes:
https://thehackernews.com/2026/08/microsoft-entra-id-flaw-cvss-100.html