Falha em driver de rede já era explorada para obter controle máximo do sistema.
A Microsoft publicou sua atualização mensal de segurança com 398 novas CVEs, segundo a contagem da Zero Day Initiative. A prioridade é a CVE-2026-68820, falha no driver de rede afd.sys do Microsoft Windows que já vinha sendo usada em ataques. Ela permite que um invasor com acesso inicial eleve privilégios até SYSTEM.
A Microsoft liberou seu pacote mensal de correções e fechou 398 falhas, sendo 62 classificadas como críticas pela Zero Day Initiative. O caso que exige pressa é a CVE-2026-68820, no Microsoft Windows, porque ela aparece como explorada em ataques reais. Em outras palavras, o patch chegou depois do ataque, não antes.
A falha mora no afd.sys, o Ancillary Function Driver for WinSock, componente do Microsoft Windows responsável pelas operações de rede. A Microsoft não atribuiu publicamente a exploração a um grupo, mas a Check Point Research afirmou que o Lazarus usou a falha na campanha Operation Dream Job.
A CVE-2026-68820 não abre uma porta remota por conta própria. O invasor precisa antes conseguir executar algum código na máquina, seja por phishing, credencial vazada ou outro software vulnerável. A partir daí, ele explora uma condição de corrida no driver e sobe seus privilégios até SYSTEM, o nível mais alto de controle no Microsoft Windows.
O efeito prático é converter um acesso limitado em domínio quase total do computador afetado. Daí a inversão de prioridade: mesmo com nota CVSS 7.0, essa falha deve ser corrigida antes de outras que parecem mais graves apenas na pontuação. Exploração observada pesa mais que teoria.
Além do zero-day, o pacote corrige quatro falhas de execução remota de código com CVSS 9.8 que não exigem conta, senha ou clique da vítima. São exatamente o tipo de brecha que um atacante varre da internet em busca de alvo. Elas afetam:
A atualização também fecha a parte de execução remota de código de uma cadeia no SharePoint, cuja etapa de desvio de autenticação foi corrigida em julho. Ambientes SharePoint locais só ficam protegidos com as duas correções aplicadas, e vale confirmar isso servidor por servidor.
A ordem recomendada começa pelo que já está sendo explorado. Priorize estações e servidores Microsoft Windows de maior exposição e, em seguida, avance para servidores com DNS Server, Deployment Services, QUIC, HPC Pack e SharePoint local. Registrar essa sequência ajuda a justificar decisões depois, em auditoria ou pós-incidente.
Porque ela já está sendo explorada. Em segurança, uma falha usada em ataques reais costuma passar na frente de outra mais grave no papel, mas ainda sem exploração observada.
Pelo material disponível, a falha exige que o invasor já tenha código rodando na máquina. O ganho para ele é transformar esse acesso em SYSTEM.
Sim. A atualização fecha a parte de execução remota de código de uma cadeia no SharePoint. Ambientes locais devem manter instaladas as correções de julho e agosto.
Atualizações fecham brechas, mas controle de acesso reduz o impacto quando uma credencial ou máquina é comprometida. A MFA2GO ajuda sua empresa a fortalecer autenticação, gestão de acesso e proteção de contas críticas.
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Fontes:
https://thehackernews.com/2026/08/microsoft-patches-398-flaws-including.html