Golpe une acesso remoto e pagamento por aproximação para limpar contas durante uma ligação.
Um golpe contra celulares Android combinou o SpyNote, usado para controlar o aparelho à distância, com o WindRelay, que captura dados de pagamento por aproximação. Segundo a Group-IB, o caso analisado durou apenas 13 minutos. Nesse intervalo, o criminoso abriu o aplicativo do banco, contratou um empréstimo e fez compras presenciais com os dados NFC do cartão da vítima.
A Group-IB analisou um caso em que criminosos usaram duas ferramentas maliciosas contra um usuário de Google Android: SpyNote e WindRelay. O SpyNote abriu a porta para o acesso remoto ao celular. O WindRelay explorou o NFC, a mesma tecnologia dos pagamentos por aproximação, para repassar os dados do cartão em tempo real ao aparelho do golpista.
O que mais chama atenção é a velocidade da operação. Segundo o relato, tudo aconteceu dentro de uma única ligação de 13 minutos, com o criminoso se passando por funcionário do banco do começo ao fim.
Começou com uma chamada telefônica. O golpista disse que havia um problema na conta e orientou a vítima a baixar um aplicativo. Para ganhar credibilidade, o app exibia o nome da própria vítima na tela de instalação e, em seguida, solicitava permissões de acessibilidade do Google Android.
Concedidas as permissões, o criminoso passou a operar o celular à distância com o SpyNote e instalou o WindRelay sem levantar suspeita. Na sequência, abriu o aplicativo bancário, contratou um empréstimo em nome da vítima e pediu que ela encostasse o cartão físico na traseira do aparelho, digitando a senha para uma suposta validação de segurança.
Foi aí que o WindRelay capturou a autenticação transmitida pelo chip NFC do cartão e enviou os dados ao dispositivo do golpista. Com isso, ele finalizou compras em uma maquininha física distante, como se o cartão da vítima estivesse ali na frente do vendedor.
Alguns comportamentos deveriam encerrar a conversa na hora:
Guarde este critério: nenhum banco precisa que você instale um aplicativo indicado por telefone, nem que aproxime o cartão físico do celular para resolver pendências de conta durante uma ligação. Se alguém pede isso, é golpe.
Recebeu uma ligação nesse formato? Desligue e procure o banco pelos canais que você já usa no dia a dia. Não abra links, não instale aplicativos indicados por telefone e não conceda permissões de acessibilidade a apps desconhecidos.
Vale também ativar alertas de transações no aplicativo bancário, conferir contratações de empréstimo e compras com frequência e revisar as permissões dos apps instalados no Google Android. Se você já passou por algo parecido, pare de usar o aparelho para operações bancárias e acione o banco imediatamente por um canal oficial.
O caso descrito mostra o envio de dados de autenticação NFC em tempo real para viabilizar compras presenciais durante o golpe. Não há informação sobre clonagem permanente do cartão.
Ele permite ao criminoso operar o celular à distância, abrir o aplicativo bancário e instalar o WindRelay sem que a vítima perceba a movimentação na tela.
Sim. No caso analisado, a vítima foi convencida por telefone a instalar um aplicativo falso, conceder permissões e aproximar o cartão do próprio celular.
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